Visitantes do jornal Na Boca do Povo online

29 de outubro de 2015

Gerência Regional de Saúde parabeniza Prefeitura por transferência temporária do PA para Hospital Margarida

Foto: Cíntia Araújo/Acom CMJM
O empresário José Geraldo durante sua fala em reunião
 
O diretor da Gerência Regional de Saúde (GRS), Alexandre Faria Martins da Costa, parabenizou a Secretaria Municipal de Saúde pela mediada de transferir temporariamente o Pronto Atendimento (PA) para o Hospital Margarida. Segundo Alexandre, a medida, apesar de ousada, foi necessária para garantir o bom atendimento aos pacientes. Sua fala foi feita durante reunião na tarde desta quarta-feira, dia 28, na sede da Câmara. A reunião foi solicitada pela Comissão de Saúde do Legislativo, presidida pelo vereador Telles Superação (sem partido).
Fizeram parte da mesa que conduziu a reunião Telles, Alexandre, a secretária de Saúde, Andréa Peixoto, o diretor do Hospital Margarida, Ronaldo Neves Alvarenga, o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Décio de Souza. Os vereadores Belmar Diniz (PT), Guilherme Nasser (PSDB) e Leles Pontes (PRB) também estiveram presentes. O presidente da Câmara, Djalma Bastos (PSD) e Tuquinho do Povo (PROS) justificaram ausência. O encontro teve ainda a presença do procurador jurídico da Prefeitura, Teotino Damasceno, funcionários contratados do PA e populares.

Segundo Telles, a reunião foi para esclarecer o motivo da transferência e ainda, buscar formas de melhorar o atendimento. Andréa então explicou aos presentes que a decisão foi tomada após a falha geral de funcionamento do ar condicionado central do PA. “Pensando no bem estar dos pacientes e funcionários e ainda, seguindo orientação da GRS, que nos encaminhou ofício, tomamos esta decisão. O calor era muito forte e continuar ali era insalubre”, justificou. Logo após, o empresário José Geraldo, proprietário da empresa responsável por consertar o ar condicionado central do PA, a partir deste ano falou aos ouvintes. Conforme explicado por ele e confirmado pela secretária de Saúde, a empresa que havia vencido a licitação anteriormente, não fez os serviços de reparo e manutenção como deveria e com isto o aparelho foi muito danificado. “Assumimos após a rescisão de contrato com a outra empresa. O que encontramos lá foi a casa de força do aparelho bastante danificada, fiação roída por ratos e tubulação com ferrugem. Todo o serviço para reparo e troca de peças ficou em cerca de R$ 99 mil. Concluímos em abril. Contudo era preciso fazer a inspeção diária do aparelho, por meio de outro contrato. Esta manutenção diária custaria ao município R$10 mil mensais”, declarou José Geraldo. O empresário ainda destacou que sua empresa executou o serviço conforme contrato da Prefeitura, “Toda a documentação está disponível. Eu também estou à disposição para esclarecer dúvidas”, ressaltou.

Após sua fala, Geraldo foi questionado por Belmar se o aparelho de ar condicionado é eficiente para as instalações do PA e se a manutenção diária teria evitado o problema. “Este equipamento é único, com peças importadas, complexo, mas atenderia sim. Mas é preciso fazer a manutenção preventiva e diariamente”, disse o empresário.
 
Conselho de Saúde entende transferência
Décio de Souza também elogiou a decisão do Executivo em fazer a transferência do PA para o hospital. “A ressalva é que nos sentimos desrespeitados enquanto conselho por não ter sido consultado previamente. A atitude foi ousada e necessária, mas ainda assim deveríamos ter sido consultados”, disse. Andréa Peixoto esclareceu. “Já pedi desculpas ao conselho e à Comissão de Saúde da Câmara. No entanto, como a necessidade de se transferir foi urgente, priorizei o bem estar dos pacientes e usuários para depois fazer a comunicação”, disse.
Logo após, Ronaldo também fez uso da palavra. Segundo ele, a administração do hospital não registrou reclamações por parte dos pacientes. Ronaldo ainda destacou que a medida foi colocada em prática há pouco tempo e quem tiver sugestões de melhorias pode fazê-las diretamente à administração.
 
Medida ousada, mas necessária
O diretor da GRS também afirmou ter sido correta a decisão da secretaria de Saúde. “Foi de muita coragem e sensatez. Andréa fez o que tinha que ser feito. Ela pensou na situação de quem é atendido lá, agiu com bom senso”, reforçou Alexandre. No entanto, Alexandre frisou que a GRS sempre se posicionou contrário à ideia de se transformar a antiga rodoviária em um hospital, conforme solicitado em 2007 pelo então prefeito, Carlos Moreira (PSDB). “Mas a gestão da saúde é de responsabilidade do município. A Gerência Regional pode orientar, mas a decisão é tomada na esfera municipal”, declarou.  O diretor ainda explicou aos presentes sobre o motivo de a GRS ter recomendado à Secretaria de Saúde a transferência temporária do PA ao Hospital Margarida. “Recebemos denúncias sobre más condições de atendimento a pacientes e ainda, de falta de condições adequadas de trabalho aos funcionários. Entramos em contato com a Andréa, que confirmou a falha no aparelho de ar condicionado. Então, recomendamos a transferência”, afirmou.


Um ponto importante foi destacado pela GRS. Segundo Alexandre, é preciso fazer um estudo sobre investir verba para a reforma do prédio onde funcionava o Pronto Atendimento. Isto porque, conforme esclarecido por Alexandre, João Monlevade irá receber um Centro de Especialidade Multiprofissionais por parte do Governo do Estado. “Além disto teremos o SAMU na cidade. São grandes investimento na saúde. É preciso que o município avalie o atual cenário e analise a aplicação de verba no setor de forma a atender a população de fato ”, destacou.
Ao final do encontro, populares e funcionários contratados que foram demitidos do PA fizeram questionamentos sobre as dispensas. Já servidores que serão remanejados para outros postos de saúde e que devido a isto, terão perdas salariais, solicitaram análise da situação. Teotino Damasceno se comprometeu a analisar a situação, juntamente com a Secretaria de Saúde e o Sindicato dos Trabalhadores Municipais de João Monlevade (Sintramon)
Postar um comentário